Permitir que as crianças escolham que legumes comer aumenta consumo em até 80%
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- Criado em 27-01-2011
Gosto amargo do cálcio presente em vegetais como a couve, os brócolos e espinafres pode afetar o consumo sensorial das crianças.
Permitir que crianças escolham que legumes comer pode aumentar até 80% o consumo desses alimentos. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade de Granada, na Espanha, que também descobriu que o gosto amargo do cálcio presente em vegetais como espinafre, couve, brócolos, acelga e cebola, pode ser um fator de influência negativa no consumo sensorial das crianças.
Para a realização deste estudo experimental, os autores analisaram os principais determinantes do consumo de produtos hortícolas em crianças menores de seis anos e avaliaram a eficácia de uma estratégia chamada prestação de escolha, permitindo que as crianças escolhessem que tipo de legumes queriam em cada refeição.
Os pesquisadores trabalharam com 150 crianças de quatro escolas públicas de Granada geridas pela Fundação de Educação, que tiveram a oportunidade de escolher os legumes que queriam comer no almoço.
Os pesquisadores notaram que o consumo de vegetais aumentou em 80% entre aquelas crianças que utilizaram a ferramenta prestação de escolha. Também observaram que as crianças autorizadas a escolher o que queriam comer ingeriram 20 gramas de vegetais em cada refeição, o que representa uma média de 40 gramas por dia, entre almoço e jantar.
Paloma Domínguez Rohlfs, do Instituto de Neurociência da Universidade de Granada, foi a principal pesquisadora do estudo e o trabalho foi liderado pelo professor Jaime Vila Castelar, do Departamento de Personalidade, Avaliação e Tratamento Psicológico.
O trabalho revelou ainda que a sensibilidade da criança para a amargura do conteúdo de glicosinolatos nos vegetais, como indicado pela sensibilidade ao produto químico-propiltiouracil n 6 (PROP), pode ser uma razão para muitas crianças rejeitarem legumes. Da mesma forma, o gosto amargo do cálcio também afeta negativamente esta escolha.

